História 4: Maternidade Atípica: a Inteligência Emocional que Impulsiona a Carreira

Por: Ocileia Moura, mãe atípica do João Neto e coordenadora de Planejamento na Aeris Services.

Ser mãe sempre foi um dos papéis mais importantes da minha vida! Mas foi quando o João Neto, meu filho, ainda estava prestes a completar 2 anos de idade, essa história começou a ganhar novos significados.
Meu marido foi o primeiro a perceber alguns comportamentos diferentes. No início, eu ainda não conseguia enxergar com clareza. Mas, com o tempo, aquilo que parecia sutil foi se tornando mais evidente e, juntos, decidimos buscar respostas para apoiar nosso filho da melhor forma possível.
Assim começou a nossa jornada. Uma caminhada marcada por descobertas, incertezas e também muito aprendizado! Entre profissionais, exames, avaliações, escolhas de escola, clínicas e terapias, fomos encontrando caminhos. Mesmo com o desconhecimento e o medo, havia algo muito forte em nós: a vontade de fazer o melhor pelo João.
Vivemos, desde então, uma rotina de atenção constante, adaptação e cuidado. Buscamos proporcionar vivências que contribuam para o desenvolvimento dele no TEA, celebrando cada conquista com emoção e gratidão. Seguimos firmes, com fé e com a certeza de que estamos sempre aprendendo e evoluindo juntos.
No ambiente de trabalho, por muito tempo, carreguei uma preocupação silenciosa: a de não ser vista de forma diferente ou como alguém em busca de privilégios. Por isso, poucas pessoas conheciam essa parte da minha história.
Mas a verdade é que ser mãe atípica não diminui a capacidade profissional de ninguém. Pelo contrário. Exige força, resiliência, sabedoria, flexibilidade e uma grande inteligência emocional para lidar com múltiplas demandas ao mesmo tempo. Ainda assim, somos humanas. Cansamos, sentimos medo, ficamos ansiosas, e tudo isso deve ser compreendido com mais empatia. Eu sigo desejando viver em um mundo com mais respeito e menos julgamentos. Um mundo onde histórias como a minha sejam acolhidas, compreendidas e valorizadas.
Porque, no fim, não se trata apenas de desafios. Trata-se de amor, de aprendizado contínuo e de uma transformação profunda que move tudo ao nosso redor.

 

 

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