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A transição energética deixou de ser apenas uma pauta ambiental para se consolidar como uma agenda de desenvolvimento econômico e inclusão social. Em um cenário marcado pela busca por soluções sustentáveis, o avanço das fontes renováveis tem mostrado potencial não apenas para reduzir emissões , mas também para gerar emprego , renda e oportunidades em regiões historicamente menos favorecidas . Em entrevista à coluna , a presidente executiva da Associação Brasileira de Energia Eólica e Novas Tecnologias (ABEEólica ), Elbia Gannoum , destaca que o conceito de “transição energética justa” ganhou força após o Acordo de Paris e pressupõe a migração para uma economia descarbonizada sem deixar ninguém para trás. Segundo ela, os impactos já podem ser medidos . “Nós temos dados do PIB da região Nordeste , que cresceu 21% devido à chegada da energia eólica, e o IDHM cresceu 20%. O potencial das energias renováveis é um potencial de crescimento econômico , mas principalmente de desenvolvimento econômico e social”, afirma .
A executiva também chama atenção para o papel da tecnologia nessa transformação . A digitalização dos
parques eólicos , os medidores inteligentes e o uso crescente da inteligência artificial vêm ampliando a
eficiência da geração e da operação energética . Para Elbia, a combinação entre energia renovável e
tecnologia da informação será um dos pilares da nova economia global , especialmente diante da expansão dos data centers e da crescente demanda por energia limpa. O tema estará em debate no III Fórum ESG O POVO, que acontece no dia 25 de junho, na Fiec. A ABEEólica será representada por Felipe Vieira, especialista ESG da entidade , no painel “Tecnologia inteligente , impacto real: como a IA redefine o ESG no Brasil”.
Métricas em pauta
A Natura divulgou seu Relatório Integrado 2025 destacando avanços relevantes em sua agenda ESG e o
lançamento da Visão 2025-2050: Caminhos para a Regeneração . A companhia assumiu o compromisso de se tornar uma empresa 100% regenerativa até 2050 e já alcançou antecipadamente metas previstas para os próximos anos. Entre os resultados estão a ampliação do portfólio para 52 bioingredientes da Amazônia, a utilização de 30,1% de plástico reciclado nas embalagens , a certificação e rastreabilidade de 100% das cadeias críticas de fornecimento e a expansão das parcerias para 46 comunidades agroextrativistas da região amazônica .
O relatório aponta ainda a consolidação de metas já alcançadas , como a paridade salarial por gênero e raça e a presença de 50% de mulheres na liderança sênior. Em 2025, a empresa gerou R$ 86,8 bilhões em
impacto socioambiental positivo , reduziu em 17% suas emissões absolutas de carbono e alcançou 94,7% de ingredientes renováveis e 97,6% de fórmulas biodegradáveis em produtos enxaguáveis . O investimento
direto em comunidades amazônicas chegou a R$ 62,39 milhões , alta de 29% em relação ao ano anterior.
Já a Energy, em seu Relatório de Sustentabilidade 2025, registra avanços em eficiência operacional ,
inovação e sustentabilidade , mesmo diante dos desafios enfrentados pela indústria eólica brasileira . A
empresa manteve emissões zeradas de Escopo 2 pelo terceiro ano consecutivo , produziu 324 pás eólicas,
alcançou 1,3 GW em contratos e encerrou o ano com 1,0 GW em projetos em negociação .
O documento evidencia ainda investimentos em novas tecnologias , como drones e robôs para inspeção de ativos, resultados recordes em auditorias de qualidade e a expansão da Services , que passou a
representar 22,1% da receita operacional líquida da companhia . A unidade ampliou sua atuação para dez
países e avança na implantação de um centro de treinamento nos Estados Unidos , reforçando a estratégia de diversificação e crescimento internacional.
Serviço
III Fórum ESG O POVO
Data: 25 de junho de 2026
Local: Fiec – auditório Waldyr Diogo
Inscrições gratuitas e limitadas pelo Sympla



